Política

“Ladrão”: Milei volta a criticar Lula em meio à tensões diplomáticas

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas a Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (02/08), chamando o brasileiro de “ladrão” e “corrupto”. “Ele foi solto [da prisão] devido a um erro processual. Ele não é inocente”, disse Milei, em referência à condenação de Lula na operação Lava Jato, que foi anulada em 2021. O presidente argentino defendeu suas declarações mais recentes sobre Lula e disse que foram dadas de forma espontânea.

“Eles falam sobre interferência política na região. Se alguém está interferindo politicamente na região, é Lula, contaminando tudo com as ideias imundas do socialismo.” As declarações de Milei foram feitas ao programa de televisão La Cornisa, do jornalista Luis Majul, na emissora LN+.

“O pior é que eles me acusam com mentiras, e eu respondo com verdades. Eu não menti. Quando respondo com verdades, o senhor Lula se sente atacado? Ele é um corrupto e um ladrão. É um condenado. Saiu da prisão por meio de um recurso administrativo. Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em defesa dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes [do STF], que me negou uma visita a [Jair] Bolsonaro.” Milei também rejeitou as acusações de que foi agressivo.

“Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”, disse o presidente argentino. No mês passado, Milei participou em São Paulo do evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Em um discurso inflamado no evento, Milei enalteceu suas políticas econômicas na Argentina, criticou o socialismo, Lula e as políticas sociais do brasileiro. “Esse é o método que tem operado em toda a região: causar desequilíbrio econômico com o objetivo de ‘comprar’ votos para não perder o poder nas eleições seguintes”, afirmou.

Milei associou a candidatura de Flávio a uma “transformação política em curso” na região. Segundo ele, países da América Latina estão se alinhando à direita e abandonando a esquerda, movimento ao qual o Brasil pode se juntar com a eventual eleição de Flávio. Depois das declarações, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para “transmitir a repulsa” do governo brasileiro em relação aos comentários.

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