Política

Redução de alcance nas redes: Meta responde à campanha de Lula

Lula abraça participante em cerimônia da carteira docente em 2025; foto de arquivo.

Foto de arquivo (2025): Ricardo Stuckert/PR, via Lula Oficial — CC BY-SA 4.0.

A Meta atribuiu a problemas técnicos a redução do alcance de publicações ligadas à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A posição da empresa, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, foi divulgada neste domingo (11), conforme reportagem da Agência Brasil.

A companhia negou favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que as falhas mencionadas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas. Também declarou cumprir as normas eleitorais e buscar condições iguais de uso das plataformas.

A campanha de Lula contestou a explicação e levou suas suspeitas ao Tribunal Superior Eleitoral e à Agência Nacional de Proteção de Dados. O PT cobra evidências sobre a abrangência dos problemas e sobre seus efeitos nas contas dos candidatos.

A disputa envolve a circulação de conteúdo político durante o segundo turno. As suspeitas apresentadas pela campanha e a resposta da Meta devem ser tratadas como posições das partes: a reportagem não apresenta uma conclusão das autoridades que comprove favorecimento eleitoral.

Fonte: Agência Brasil. Imagem: Foto de arquivo (2025): Ricardo Stuckert/PR, via Lula Oficial — CC BY-SA 4.0. Acervo e autoria; licença de uso.

Atualização em 16 de outubro de 2026

Em reunião realizada em 15 de outubro, o TSE ouviu representantes da Meta sobre inteligência artificial e canais eleitorais de WhatsApp. Segundo o comunicado oficial, a empresa informou que aprimorou filtros da Meta AI após identificar conteúdos inadequados que afetaram as duas campanhas. O tribunal defendeu condições de tratamento equivalentes entre as candidaturas.

A Meta também informou que preservará metadados de publicações em canais de WhatsApp usados em campanhas e discutidos em ações eleitorais, para fornecimento mediante ordem judicial. O comunicado trata de canais cujas mensagens não são criptografadas, segundo a empresa; não descreve acesso generalizado a conversas privadas. Essa reunião não comprova a suspeita de favorecimento partidário relatada na versão original desta matéria.

Fonte da atualização: TSE — reunião com a Meta em 15/10/2026.

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