Política

Flávio Bolsonaro oficializa candidatura à Presidência e chama pai de “vítima da maior farsa do país”

Em convenção do Partido Liberal realizada neste sábado (25/7), no Pacaembu, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve sua candidatura à Presidência da República oficializada para as eleições de outubro. Durante o discurso, ele afirmou que receberá a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e 3 meses por liderar uma trama golpista.

Chorando ao se referir ao ex-presidente, Flávio o classificou como “o maior e mais injustiçado líder político brasileiro, vítima da maior farsa que o país já presenciou”. O senador abriu seu pronunciamento com agradecimentos à família — sua mãe e esposa também discursaram no evento.

A convenção contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recentemente reatou relações com Flávio, não compareceu pessoalmente, mas enviou um vídeo que foi exibido aos participantes.

Apesar do lançamento da campanha, o senador enfrenta desafios políticos. Ele ainda não conseguiu atrair partidos estratégicos para ampliar seu tempo de propaganda ou fechar alianças sólidas. O PL ainda não definiu o nome do vice — a vaga é usada como moeda de troca para negociações, e o Republicanos, legenda da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, é um dos alvos.

Nos bastidores, dirigentes do Centrão avaliam que Flávio segue restrito ao eleitorado bolsonarista e não ampliou o diálogo com grupos moderados. Além disso, episódios recentes, como o pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master) para financiar um filme sobre o pai, geraram desconfiança entre potenciais aliados.

A tendência é que as principais legendas do Centrão permaneçam neutras na disputa presidencial, o que deixaria Flávio com uma chapa formada apenas pelo PL — cenário considerado desfavorável pela própria cúpula partidária. Mesmo assim, a direção do PL afirma que continuará negociando até o fim do período de convenções, em 5 de agosto.

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